Decodificando...Por Anderson Mattos


15/11/2006


CíRcUlo De PeNsAmEnTo...

 

 

 

 

- Moço me ver um café?

- Boa noite! Um tridente, por favor?

Nesse exato momento eu sento ao seu lado.

- Quer um pedaço?

- Aceita um gole, antes que esfria?

Nesses lugares onde a solidão tem vez, eu sempre percebo que há uma concentração grande de sentimentos que se mistura e não diz o que a deveria exprimir. Circulo por caminhos que me levam a entender, o universo tão só que há dentro de nós. Eu sei que você é tão insuficiente, tão capaz, e tão melindroso quanto eu! Há de haver algum sentindo em nós que basta?

Para que serve esse silêncio que nos cerca se toda vez que abro a boca, é só mistério, mistério e gestos que circulam misteriosamente pelos meus lábios?

- Todo dia eu te vejo em pensamento. Quantos aos sonhos... Pudera eu poder fazer dos meus passos, círculos que se transformam em Universos, só para ter em algum momento da noite o prazer de estar sentindo a sua respiração.

- Os caminhos são árduos. Os espinhos me doem bem aqui, num cantinho tão perfeito, e tão cansado de sofrer. Para curar a dor, eu lembro dos bons momentos que de alguma forma me lembram sua fisionomia, da perfeita sintonia dos ponteiros que tocam por dentro do ti... E espero as lembranças daquilo que ficou ou do que ainda há de vir.

 

 



 

 

 

 

Escrito por Anderson Mattos às 23h37
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Noite bucólica...

             Quando penso que acabou o meu cigarro, e que amanhã eu não verei quando acordar, seu olhar que tanto me tonteia eu sinto que a noite se torna longa, meus gestos sombrio e imagino que todas as demais sombras que me cercam não são suficientes para consolar o efeito que a tal ausência me faz...

            Chove há uma semana. Nesse momento eu levanto, pego wisque procuro sua imagem, e me deparo com a vaga idéia de que nem sempre por estar vivo, significa que de fato existimos.  Quanto tempo demora pro tempo explicar o tempo que em que o telefone irá tocar? Nesse momento, eu levanto jogo essa substância fora, e preparo um café. Exatamente nesse tempo, o telefone toca, eis que volta a esperança... Penso em tudo que vai ficar de mim!

            Eu não lembro a duração. O café está pronto. Coloquei-o no gancho. Fui até o armário e peguei a xícara. Dei boa noite. Dei uma golada. Você se despediu. Mais um boa noite... O tal do coração partiu!

            

 

Escrito por Anderson Mattos às 01h15
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