
- Moço me ver um café?
- Boa noite! Um tridente, por favor?
Nesse exato momento eu sento ao seu lado.
- Quer um pedaço?
- Aceita um gole, antes que esfria?
Nesses lugares onde a solidão tem vez, eu sempre percebo que há uma concentração grande de sentimentos que se mistura e não diz o que a deveria exprimir. Circulo por caminhos que me levam a entender, o universo tão só que há dentro de nós. Eu sei que você é tão insuficiente, tão capaz, e tão melindroso quanto eu! Há de haver algum sentindo em nós que basta?
Para que serve esse silêncio que nos cerca se toda vez que abro a boca, é só mistério, mistério e gestos que circulam misteriosamente pelos meus lábios?
- Todo dia eu te vejo
- Os caminhos são árduos. Os espinhos me doem bem aqui, num cantinho tão perfeito, e tão cansado de sofrer. Para curar a dor, eu lembro dos bons momentos que de alguma forma me lembram sua fisionomia, da perfeita sintonia dos ponteiros que tocam por dentro do ti... E espero as lembranças daquilo que ficou ou do que ainda há de vir.





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